Ao buscar a sociedade dos semelhantes, o homem obedece a sentimento pessoal que possui simultaneamente objetivo providencial de ordem mais ampla. O ser humano precisa progredir, e no isolamento isso não lhe é possível porque não dispõe individualmente de todas as faculdades necessárias ao desenvolvimento completo. É-lhe indispensável o contato com outros homens para que as diferentes capacidades se complementem mutuamente. No insulamento, o ser humano embrutece-se e estiola, como planta privada de luz.
Kardec desenvolve o princípio: nenhum homem possui faculdades completas em si mesmo — cada um tem aptidões específicas que precisam combinar-se com as de outros para produzir resultados plenos. Mediante a união social, as faculdades individuais se completam reciprocamente, assegurando tanto o bem-estar material quanto o progresso moral e intelectual do conjunto. Os seres humanos foram feitos para viver em sociedade precisamente porque precisam uns dos outros para realizar plenamente suas potencialidades. A sociabilidade não é convenção artificial, mas necessidade inscrita na própria natureza humana pelo Criador.