A vida social está inscrita na natureza humana — Deus criou o ser humano para viver em sociedade, não em isolamento. A palavra, dom exclusivamente humano entre as criaturas terrestres, não teria sido concedida inutilmente se o destino do homem fosse a solidão. Todas as faculdades necessárias à vida de relação — comunicação, empatia, cooperação, capacidade de amar — demonstram que a sociabilidade é constituição fundamental, não acidente histórico.
O isolamento voluntário e permanente contraria a natureza e impede o desenvolvimento pleno das potencialidades humanas. As virtudes sociais — caridade, fraternidade, tolerância, solidariedade — só podem ser exercitadas e aperfeiçoadas no convívio com outros. O eremita que foge do mundo pode evitar certas tentações, mas também se priva das oportunidades de crescimento que apenas a vida em comum proporciona. A sociedade é escola onde se aprende, pelo exercício constante, a prática do bem e o domínio das paixões egoístas.