O Espírito encarnado, durante os momentos de desprendimento no sono, frequentemente pressente a época de sua própria morte. Algumas vezes essa consciência é tão nítida que se traduz em intuição clara no estado de vigília. Por isso certas pessoas preveem com notável exatidão a data em que virão a morrer, sem que isso resulte de doença diagnosticada ou perigo iminente visível.
Este conhecimento antecipado demonstra que o Espírito, mesmo encarnado, mantém acesso a informações que transcendem a percepção ordinária dos sentidos. Durante o sono, quando se liberta parcialmente do corpo, pode consultar registros ou receber comunicações sobre o termo fixado para sua existência atual. A previsão da própria morte não é fenômeno sobrenatural, mas resultado natural da dupla natureza humana — o Espírito sabe o que o homem ignora.