Penas podem ser impostas ao Espírito por tempo determinado, não dependendo exclusivamente de sua vontade. Porém Deus, que deseja apenas o bem de suas criaturas, acolhe sempre o arrependimento sincero. Infrutífero jamais fica o desejo genuíno de melhorar-se — toda aspiração ao progresso encontra resposta divina favorável.
A pena determinada não é sentença irrevogável cumprida mecanicamente. O arrependimento verdadeiro pode abreviá-la; a transformação interior modifica as condições do sofrimento. Deus não recusa quem sinceramente quer progredir, mesmo que a falta tenha sido grave e a pena inicialmente fixada fosse longa. A justiça divina é severa mas não inflexível — responde ao movimento da alma que se volta para o bem, encurtando distâncias que pareciam intransponíveis.