Não existem Espíritos que jamais se arrependam. Há certamente Espíritos de arrependimento muito tardio, que persistem no mal por períodos que parecem intermináveis à perspectiva humana. Porém, pretender que nunca se melhorarão seria negar a lei universal do progresso — equivaleria a afirmar que a criança não pode tornar-se adulto, contradição evidente com a natureza das coisas.
São Luís, autor desta resposta, estabelece princípio fundamental: o progresso é lei que não admite exceções definitivas. Por mais obstinado que seja um Espírito no mal, por mais longo que seja seu período de resistência ao bem, inevitavelmente chegará o momento em que a luz penetrará sua consciência e o arrependimento nascerá. O atraso pode ser imenso, medido em milênios talvez, mas não pode ser eterno. A eternidade pertence apenas ao progresso, não à estagnação ou ao retrocesso. Esta certeza fundamenta a esperança espírita: não há condenação perpétua, não há perdição irremediável, não há criatura abandonada para sempre às trevas. Todo ser criado por Deus retornará a Ele, mais cedo ou mais tarde conforme suas escolhas, mas infalivelmente.