A lei divina não destina nenhum ser humano a ser propriedade de outro. A submissão absoluta de uma pessoa a outra contradiz frontalmente os princípios estabelecidos por Deus. A escravidão representa abuso da força física ou social, instituição que necessariamente desaparecerá à medida que a humanidade progride moralmente, assim como todos os demais abusos tendem a ser eliminados pelo avanço civilizatório.
Kardec reforça que qualquer legislação humana que legitime a escravidão viola a natureza mesma do ser humano, equiparando-o aos animais irracionais e degradando-o tanto física quanto moralmente. A igualdade essencial dos Espíritos perante Deus invalida qualquer pretensa justificativa para a posse de seres humanos por seus semelhantes.