A alimentação animal não é contrária à lei da natureza quando considerada a constituição física humana atual. A carne alimenta a carne, e privar-se dela sem compensação adequada pode resultar em debilitamento do organismo. A lei de conservação prescreve como dever que o ser humano mantenha suas forças e saúde para poder cumprir a lei do trabalho — não se pode trabalhar eficientemente com corpo enfraquecido por nutrição inadequada.
O homem deve alimentar-se conforme as exigências reais de seu organismo, não segundo princípios abstratos que ignorem as necessidades concretas do corpo. Esta resposta pragmática subordina a questão alimentar à finalidade maior de manter a capacidade produtiva e não a idealismos desconectados da realidade fisiológica. Naturalmente, isso não significa aprovação de excessos ou crueldade desnecessária com os animais. À medida que a humanidade progride e os corpos se refinam, as necessidades alimentares também se modificam. O que é necessário hoje pode tornar-se dispensável em estágios mais avançados de evolução, quando organismos menos densos requererão nutrição menos grosseira.