A lei de conservação obriga o ser humano a prover adequadamente às necessidades do corpo porque sem força e saúde é impossível realizar o trabalho a que está destinado. Cuidar da saúde não é vaidade nem materialismo condenável — é condição necessária para cumprir os deveres da existência terrena. Negligenciar deliberadamente o corpo compromete a capacidade de ser útil a si mesmo e aos outros.
O corpo é instrumento do espírito encarnado, veículo através do qual exerce sua ação no mundo material. Mantê-lo funcional e saudável é requisito indispensável para realizar a missão terrestre adequadamente. Assim como o artesão cuida de suas ferramentas para que prestem bom serviço, o Espírito deve cuidar do corpo que utiliza temporariamente. Isto não significa cultuar o corpo nem fazer dele finalidade da existência, mas reconhecer seu papel instrumental e tratá-lo com o respeito devido a qualquer instrumento necessário. O equilíbrio está entre o desprezo ascético que prejudica a capacidade de ação e a adoração materialista que inverte a hierarquia entre instrumento e instrumentista.