Perante Deus, todos os homens são iguais — todos tendem para o mesmo fim e estão submetidos às mesmas leis divinas. A expressão popular de que o sol luz para todos enuncia verdade mais profunda do que geralmente se percebe, apontando para a imparcialidade absoluta das leis naturais.
Kardec desenvolve as implicações desta igualdade fundamental: todos nascem igualmente fracos, sujeitam-se às mesmas dores, e o corpo do rico destrói-se como o do pobre. Deus não concedeu superioridade natural a ninguém, nem pelo nascimento nem pela morte. As distinções sociais são criações humanas transitórias; a igualdade perante as leis divinas é realidade permanente que relativiza todas as hierarquias terrestres e fundamenta a fraternidade universal.