A abolição do casamento seria regressão à vida dos animais. A união livre e fortuita dos sexos caracteriza o estado de natureza; o casamento é um dos primeiros atos de progresso nas sociedades humanas, estabelecendo solidariedade fraterna.
Kardec nota que o casamento existe em todos os povos, embora sob formas diversas. Aboli-lo seria retornar à infância da humanidade, colocando o homem abaixo mesmo de certos animais que praticam uniões constantes. O casamento não é convenção arbitrária, mas instituição que corresponde a estágio evolutivo da humanidade — seu abandono significaria retrocesso, não avanço.