A prece é sempre agradável a Deus quando ditada pelo coração com genuína intenção de comunhão e elevação. Para Deus, a intenção é tudo — o que conta é a disposição interior, não a forma exterior. Assim, a prece silenciosa do íntimo é preferível à prece lida ou recitada, por mais bela e eloquente que seja sua formulação, se esta última for pronunciada mais com os lábios do que sentida verdadeiramente no coração. Fé, fervor e sinceridade são os elementos essenciais que conferem valor à oração.
A prece do indivíduo fútil, orgulhoso e egoísta não toca a Deus nem produz os efeitos benéficos da oração genuína — a menos que represente momento de sincero arrependimento e verdadeira humildade. Nesse caso, a prece pode ser o início de transformação interior autêntica. O valor da oração reside inteiramente na disposição da alma que ora, não na eloquência das palavras empregadas nem na extensão do tempo dedicado. Uma breve elevação do pensamento com coração puro vale mais que longas orações recitadas mecanicamente. Deus não precisa de palavras para compreender; lê diretamente nos corações.