O caráter distintivo do verdadeiro profeta é ser um homem de bem genuinamente inspirado por Deus. Reconhece-se pelas suas palavras e pelos seus atos — pela coerência entre o que ensina e o que pratica. É impossível que Deus se sirva da boca do mentiroso para ensinar a verdade; a fonte pura não produz água contaminada. A autenticidade profética se verifica pela qualidade moral do mensageiro, não por prodígios exteriores.
O critério apresentado é essencialmente prático e moral, não sobrenatural ou miraculoso. Milagres não autenticam automaticamente o profeta; a retidão de vida sim. Onde há contradição flagrante entre o discurso elevado e a conduta mesquinha, há impostura, independentemente de quaisquer fenômenos extraordinários que o pretenso profeta possa apresentar. Esta orientação protege contra charlatães que exploram a credulidade alheia exibindo poderes aparentes enquanto vivem de modo incompatível com os ensinamentos que proclamam. A verdade se encarna em quem a vive; quem não a vive não pode genuinamente transmiti-la.