Os animais não possuem linguagem articulada composta de sílabas e palavras como a humana, mas dispõem de meios efetivos de comunicação entre si. Transmitem uns aos outros muito mais informação do que costumamos imaginar. Essa linguagem, contudo, é limitada às suas necessidades práticas, assim como são limitadas as ideias que conseguem formar.
Esta resposta reconhece inteligência e capacidade comunicativa nos animais sem equipará-las às humanas. A diferença não é apenas de grau, mas de natureza: a linguagem animal serve à sobrevivência e às interações imediatas; a linguagem humana serve também à abstração, à transmissão de conhecimento acumulado, à expressão de sentimentos complexos e à reflexão sobre si mesma. Os animais comunicam; os humanos, além de comunicar, pensam sobre a comunicação e a utilizam para fins que transcendem as necessidades materiais.