Durante o sono, quando nosso Espírito se liberta parcialmente do corpo, podemos encontrar outras pessoas — inclusive alguém que julgávamos morto mas que ainda vive. Nesse encontro espiritual, podemos verificar a verdadeira situação do amigo e conhecer sua sorte real. Se não houver razão especial para que permaneçamos na ignorância — se não for uma prova que devamos atravessar — esse conhecimento adquirido durante o sono pode manifestar-se ao despertar como pressentimento ou intuição.
Este mecanismo explica muitos casos de percepções aparentemente inexplicáveis: a certeza súbita de que alguém distante está bem ou mal, a intuição de que uma notícia de morte era falsa, o pressentimento de reencontro. Durante as horas de sono, nosso Espírito tem acesso a informações que a consciência de vigília desconhece, e parte dessas informações pode filtrar-se para nossa percepção ordinária sob forma de sensações ou convicções que não sabemos explicar racionalmente.