As imagens distintas e figuras detalhadas que percebemos com os olhos fechados, num estado que ainda não é propriamente sono, constituem visão real, não imaginação. Quando o corpo está entorpecido mas ainda não completamente adormecido, o Espírito inicia seu processo de desprendimento — começa a transportar-se e a ver independentemente dos órgãos físicos.
Se o sono fosse completo, a experiência seria classificada como sonho. Nesse estado intermediário, porém, temos consciência de estar acordados enquanto percebemos cenas que não provêm dos sentidos corporais. É janela para compreender como funciona a visão espiritual: não depende dos olhos, manifesta-se quando o corpo relaxa seu domínio, e pode mostrar realidades distantes ou inacessíveis à percepção comum.