O Espírito que anima o corpo de uma criança não é necessariamente menos desenvolvido que o de um adulto — pode até ser mais evoluído, caso tenha progredido mais em suas existências anteriores. O que limita sua manifestação não é falta de capacidade espiritual, mas a imaturidade dos órgãos físicos através dos quais precisa se expressar.
É como um músico virtuoso tentando tocar num instrumento defeituoso ou incompleto: a habilidade existe, mas o instrumento não permite demonstrá-la plenamente. O Espírito opera conforme as possibilidades do corpo que habita. À medida que os órgãos se desenvolvem, especialmente o cérebro, o Espírito encontra condições cada vez melhores para manifestar suas verdadeiras capacidades. A aparente simplicidade da criança pode esconder um Espírito de grande elevação aguardando que seu instrumento corporal amadureça.