O interesse que os Espíritos desencarnados demonstram pelos progressos terrestres — nas artes, nas ciências, nos empreendimentos humanos — varia conforme sua elevação espiritual e a missão que eventualmente desempenhem. O que nos parece magnífico pode impressionar pouco a Espíritos muito elevados, que contemplam nossas realizações como um professor universitário observaria o trabalho de um estudante iniciante: com benevolência, mas sem deslumbramento.
O critério de avaliação desses Espíritos é revelador: não se impressionam tanto com a grandiosidade técnica ou artística em si, mas com o que essas realizações demonstram sobre a elevação moral e o progresso real dos encarnados. Uma obra tecnicamente modesta que revele crescimento interior pode interessar-lhes mais que uma realização espetacular nascida de motivações egoístas. O valor está no que a obra diz sobre quem a produziu, não na obra em si mesma.