Além dos pensamentos que nos são genuinamente próprios, originados em nossa própria reflexão, há outros que nos são sugeridos por Espíritos que nos cercam. Nossa alma é um Espírito que pensa, mas não pensa isoladamente — está em comunicação constante com outras inteligências do mundo invisível. Esta interação explica fenômeno comum a todos: múltiplos pensamentos acorrem simultaneamente sobre o mesmo assunto, frequentemente contraditórios entre si.
No conjunto desses pensamentos estão sempre misturados os nossos próprios com os sugeridos pelos Espíritos — bons e maus, elevados e inferiores. Daí a incerteza que frequentemente experimentamos: temos dentro de nós duas ideias combatendo-se, duas vozes sugerindo direções opostas. O discernimento entre o que é genuinamente nosso e o que é sugestão externa constitui exercício fundamental da consciência moral. A voz da consciência, quando bem desenvolvida, ajuda a distinguir as inspirações elevadas das sugestões inferiores, permitindo escolha mais esclarecida entre os pensamentos que disputam nossa adesão.