Influência dos Espíritos nos acontecimentos da vida

18 trechos

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  1. Questão 525
  2. Questão 525-a
  3. Questão 526
  4. Questão 527
  5. Questão 528
  6. Questão 529
  7. Questão 529-a
  8. Questão 530
  9. Questão 530-a
  10. Questão 531
  11. Questão 531-a
  12. Questão 532
  13. Questão 533
  14. Questão 533-a
  15. Questão 534
  16. Questão 535
  17. Questão 535-a
  18. Questão 535-b

Questão 525:

Exercem os Espíritos alguma influência nos acontecimentos da vida?

“Certamente, pois que vos aconselham.”

Questão 525-a:

Exercem essa influência por outra forma que não apenas pelos pensamentos que sugerem, isto é, têm ação direta sobre o cumprimento das coisas?

“Sim, mas nunca atuam fora das leis da natureza.”

Questão 526:

Tendo, como têm, ação sobre a matéria, podem os Espíritos provocar certos efeitos, com o objetivo de que se dê um acontecimento? Por exemplo: um homem tem que morrer; sobe uma escada, a escada se quebra e ele morre da queda. Foram os Espíritos que quebraram a escada, para que o destino daquele homem se cumprisse?

“É exato que os Espíritos têm ação sobre a matéria, mas para cumprimento das leis da natureza, não para as derrogar, fazendo que, em dado momento, ocorra um sucesso inesperado e em contrário àquelas leis. No exemplo que figuraste, a escada se quebrou porque se achava podre, ou por não ser bastante forte para suportar o peso de um homem. Se era destino daquele homem perecer de tal maneira, os Espíritos lhe inspirariam a ideia de subir a escada em questão, que teria de quebrar-se com o seu peso, resultando-lhe daí a morte por um efeito natural e sem que para isso fosse mister a produção de um milagre.”

Questão 527:

Tomemos outro exemplo, em que não entre a matéria em seu estado natural. Um homem tem que morrer fulminado pelo raio. Refugia-se debaixo de uma árvore. Estala o raio e o mata. Poderá dar-se tenham sido os Espíritos que provocaram o raio, dirigindo-o para o homem?

“Dá-se o mesmo que anteriormente. O raio caiu sobre aquela árvore em tal momento porque estava nas leis da natureza que assim acontecesse. Não foi encaminhado para a árvore por se achar debaixo dela o homem. A este, sim, foi inspirada a ideia de se abrigar debaixo de uma árvore sobre a qual cairia o raio, porquanto a árvore não deixaria de ser atingida, só por não lhe estar debaixo da fronde o homem.”

Questão 528:

No caso de uma pessoa mal intencionada disparar sobre outra um projétil que apenas lhe passe perto sem a atingir, poderá ter sucedido que um Espírito bondoso haja desviado o projétil?

“Se o indivíduo alvejado não tem que perecer desse modo, o Espírito bondoso lhe inspirará a ideia de se desviar, ou então poderá ofuscar o que empunha a arma, de sorte a fazê-lo apontar mal, porquanto, uma vez disparada a arma, o projétil segue a linha que tem de percorrer.”

Questão 529:

Que se deve pensar das balas encantadas, de que falam algumas lendas e que fatalmente atingem o alvo?

“Pura imaginação. O homem gosta do maravilhoso e não se contenta com as maravilhas da natureza.”

Questão 529-a:

Podem os Espíritos que dirigem os acontecimentos da vida ter obstada sua ação por Espíritos que queiram o contrário?

“O que Deus quer se executa. Se houver demora na execução, ou lhe surgirem obstáculos, é porque ele assim o quis.”

Questão 530:

Não podem os Espíritos levianos e zombeteiros criar pequenos embaraços à realização dos nossos projetos e transtornar as nossas previsões? Serão eles, numa palavra, os causadores do que chamamos pequenas misérias da vida humana?

“Eles se comprazem em vos causar tais aborrecimentos, que representam para vós provas destinadas a exercitar a vossa paciência. Cansam-se, porém, quando veem que nada conseguem. Entretanto, não seria justo, nem acertado, imputar-lhes todas as decepções que experimentais e de que sois os principais culpados pela vossa irreflexão. Fica certo de que, se a tua louça se quebra, é mais por desazo teu do que por culpa dos Espíritos.”

Questão 530-a:

Destes, os que provocam contrariedades, obram impelidos por animosidade pessoal, ou assim procedem contra qualquer um, sem motivo determinado, por pura malícia?

“Por uma e outra coisa. Às vezes os que assim vos molestam são inimigos que granjeastes nesta ou em precedente existência. Outras vezes, nenhum motivo há.”

Questão 531:

Extingue-se-lhes com a vida corpórea a malevolência dos seres que nos fizeram mal na Terra?

“Muitas vezes reconhecem a injustiça com que procederam e o mal que causaram. Mas, também, não é raro que continuem a perseguir-vos, cheios de animosidade, se Deus o permitir, por ainda vos experimentar.”

Questão 531-a:

Pode-se pôr termo a isso? Por que meio?

“Sim. Orando por eles e lhes retribuindo o mal com o bem, acabarão compreendendo seu erro. Ademais, se souberdes colocar-vos acima de suas maquinações, deixar-vos-ão, por verificarem que nada lucram.”

Questão 532:

Têm os Espíritos o poder de afastar de certas pessoas os males e de favorecê-las com a prosperidade?

“De todo, não; porquanto, há males que estão nos decretos da Providência. Amenizam-vos, porém, as dores, dando-vos paciência e resignação.

“Ficai igualmente sabendo que de vós depende muitas vezes poupar-vos aos males, ou, quando menos, atenuá-los.

“A inteligência, Deus vo-la outorgou para que dela vos sirvais, e é principalmente por meio da vossa inteligência que os Espíritos vos auxiliam, sugerindo-vos ideias propícias ao vosso bem. Mas, não assistem senão os que sabem assistir-se a si mesmos. Esse o sentido destas palavras: buscai e achareis, batei e se vos abrirá.

“Sabei ainda que nem sempre é um mal o que vos parece sê-lo. Frequentemente, do que considerais um mal sairá um bem muito maior. Quase nunca compreendeis isso, porque só atentais no momento presente ou na vossa própria pessoa.”

Questão 533:

Podem os Espíritos fazer que obtenham riquezas os que lhes pedem que assim aconteça?

“Algumas vezes, como prova. Quase sempre, porém, recusam, como se recusa à criança a satisfação de um pedido inconsiderado.”

Questão 533-a:

São os bons ou os maus Espíritos que concedem esses favores?

“Uns e outros. Depende da intenção. As mais das vezes, entretanto, os que concedem são os Espíritos que vos querem arrastar para o mal e que encontram meio fácil de o conseguirem, facilitando-vos os gozos que a riqueza proporciona.”

Questão 534:

Quando obstáculos parecem fatalmente opor-se à realização dos nossos projetos, será por influência de algum Espírito?

“Algumas vezes é isso efeito da ação dos Espíritos; muito mais vezes, porém, é que andais errados na elaboração e na execução dos vossos projetos. Muito influem nesses casos a posição e o caráter do indivíduo. Se vos obstinais em ir por um caminho que não deveis seguir, os Espíritos nenhuma culpa têm dos vossos insucessos. Vós mesmos vos constituís em vossos maus gênios.”

Questão 535:

Quando algo de venturoso nos sucede é ao nosso Espírito protetor que devemos agradecê-lo?

“Agradecei primeiramente a Deus, sem cuja permissão nada se faz; depois aos bons Espíritos que foram os agentes da sua vontade.”

Questão 535-a:

Que sucederia se nos esquecêssemos de agradecer?

“O que sucede aos ingratos.”

Questão 535-b:

No entanto, pessoas há que não pedem nem agradecem e às quais tudo sai bem!

“Assim é, de fato, mas importa ver o fim. Pagarão bem caro essa felicidade de que não são merecedores, pois quanto mais houverem recebido, tanto maiores contas terão que prestar.”

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