Alguns Espíritos se ligam a famílias inteiras para protegê-las, especialmente quando os membros vivem juntos e unidos pela afeição. Porém, não existem Espíritos protetores do orgulho das raças — a proteção espiritual é atraída pelo amor, não pela linhagem.
Esta distinção combate a superstição de que certas famílias ou raças gozariam de proteção especial por sua origem. O critério da assistência espiritual é moral, não genealógico. A afeição que une os membros de uma família cria campo propício para a ação protetora; o orgulho de pertencer a determinada estirpe, ao contrário, afasta os bons Espíritos. A proteção coletiva existe, mas fundamenta-se no mérito do grupo, não em privilégios hereditários.