A verdadeira afeição dos Espíritos é exclusivamente moral, nada tendo de carnal. Porém, quando um Espírito se apega a alguém, nem sempre o faz por afeição pura — pode agregar-se ao sentimento uma reminiscência das paixões humanas ainda não completamente superadas.
Este ensinamento alerta para a complexidade das relações entre Espíritos e encarnados. Mesmo desencarnado, o Espírito pode carregar resíduos de apegos terrenos que colorem suas afeições. A distinção é importante para o discernimento nas comunicações mediúnicas: nem todo interesse de um Espírito por determinada pessoa é necessariamente elevado. A purificação gradual vai eliminando esses vestígios passionais até que reste apenas o amor desinteressado.