As crenças relativas à doutrina espírita encontradas em todos os povos da Terra, em todas as épocas e culturas, devem-se a essa mesma lembrança intuitiva do estado espiritual anterior. A doutrina é “tão antiga quanto o mundo” — não é invenção moderna nem criação de um povo particular. Sua universalidade constitui prova eloquente de sua verdade, pois seria extraordinária coincidência que todas as civilizações independentemente chegassem às mesmas intuições se estas não correspondessem a realidades objetivas.
O Espírito encarnado conserva intuição do mundo invisível e consciência instintiva de sua existência, mesmo quando a razão desperta ainda não elaborou essas percepções em sistema coerente. Porém, preconceitos culturais frequentemente falseiam essa ideia original, e a ignorância lhe mistura elementos supersticiosos que desfiguram a verdade subjacente. A missão do Espiritismo é precisamente separar o núcleo verdadeiro — presente em todas as tradições espirituais da humanidade — das deformações supersticiosas acumuladas ao longo dos séculos. A verdade sempre esteve acessível; apenas foi obscurecida por interpretações errôneas e acréscimos humanos.