No momento da morte, a alma frequentemente sente que os laços que a prendem ao corpo estão se desfazendo e emprega todos os esforços para completar essa libertação. Não é processo passivo que simplesmente acontece ao moribundo — há participação ativa da própria alma em seu desprendimento, colaboração consciente com a transição que se opera.
Já parcialmente desprendida da matéria, a alma vê o futuro desdobrar-se diante de si e experimenta por antecipação o estado de Espírito livre. Esta descrição apresenta a morte não como fim abrupto, mas como processo gradual no qual a consciência se expande progressivamente, vislumbrando a vida que a aguarda antes mesmo de completar a separação. O êxtase ou aspiração que alguns moribundos demonstram reflete essa visão antecipada do mundo espiritual.