A alma nada leva consigo deste mundo material ao partir — nenhum bem, nenhuma posse, nenhum título ou posição social. Carrega apenas duas coisas: a lembrança da vida vivida e o desejo de ir para um mundo melhor. Essa lembrança pode ser cheia de doçura ou de amargor, conforme o uso que fez da existência terrena. O bem praticado produz recordações consoladoras; o mal cometido gera memórias aflitivas que acompanharão o Espírito.
Quanto mais pura for a alma, melhor compreenderá a futilidade do que deixa na Terra. As riquezas acumuladas, os bens materiais preservados com tanto zelo, as honrarias conquistadas — tudo isso perde completamente o valor no momento da partida. Apenas as experiências vividas, os aprendizados realizados, as relações de amor cultivadas e a qualidade moral das ações praticadas têm valor duradouro e acompanham verdadeiramente o Espírito. Esta reflexão oferece poderoso critério para avaliar prioridades existenciais: vale a pena dedicar a vida a acumular o que não poderemos levar, ou seria mais sábio investir no que genuinamente nos pertencerá para sempre?