A expiação cumpre-se em dois estados: durante a existência corporal, mediante as provas que o Espírito enfrenta; e na vida espiritual, pelos sofrimentos morais inerentes ao estado de inferioridade. Ambas as modalidades visam a purificação.
A expiação não é castigo arbitrário, mas processo natural de reequilíbrio. As provas encarnadas — doenças, perdas, dificuldades — são oportunidades de resgate ativo. Os sofrimentos na erraticidade — remorso, vergonha, consciência do mal praticado — são expiação passiva, porém igualmente eficaz. O Espírito pode expiar tanto agindo quanto padecendo, conforme as circunstâncias e necessidades de seu progresso.