Existem Espíritos que, sem serem propriamente maus, conservam-se indiferentes à própria sorte, não se ocupando de nada útil. Permanecem numa espécie de espera passiva, sem iniciativa para o bem nem para o mal. Essa neutralidade aparente, porém, não os isenta de consequências: sofrem proporcionalmente à sua estagnação.
A lei do progresso é universal e não admite paradas indefinidas. Devendo haver avanço em todos os seres, naqueles que se recusam a progredir ativamente o progresso se manifesta pela dor — o sofrimento funciona como aguilhão que eventualmente os impele a sair da inércia. A indiferença espiritual não é repouso legítimo; é estagnação que gera sofrimento crescente até que o Espírito compreenda que a única saída é o movimento em direção ao bem. Não há como permanecer parado eternamente num universo em evolução constante.