Embora a felicidade terrestre seja relativa à posição e circunstâncias de cada indivíduo — o que basta para um pode ser insuficiente ou excessivo para outro —, existe critério de felicidade comum a todos os seres humanos. Este critério universal possui dois componentes complementares: em relação à vida material, a posse do necessário para viver dignamente; em relação à vida moral, a consciência tranquila e a fé no futuro.
A felicidade genuína requer satisfação simultânea dessas duas dimensões. A posse do necessário material sem paz de consciência não produz felicidade verdadeira — o rico atormentado por remorsos ou temores é infeliz apesar de sua abundância. A consciência tranquila sem o necessário material também é felicidade incompleta — a miséria extrema corrói até as almas mais elevadas. A fé no futuro — confiança de que a existência tem sentido e continuidade além da morte — completa o quadro, fornecendo perspectiva que permite suportar as vicissitudes presentes. Estas são as bases universais do bem-estar humano, aplicáveis a todas as condições sociais.