Os Espíritos confirmam que, quando não unido ao corpo, o princípio vital permanece em estado latente — existe, mas não se manifesta como vida ativa. Kardec desenvolve uma analogia mecânica: os órgãos formam um mecanismo que recebe impulso do princípio vital, e a ação dos órgãos, por sua vez, mantém e desenvolve a atividade desse princípio, como o atrito desenvolve o calor.
Esta relação recíproca — o princípio vital animando os órgãos, e os órgãos em funcionamento sustentando o princípio vital — explica por que a vida é um processo dinâmico que precisa ser constantemente mantido, não um estado estático.