A adesão formal ao Espiritismo ou a crença nas manifestações espíritas não constitui requisito para assegurar destino favorável na vida futura. Estabelecer tal exigência implicaria excluir da felicidade todos os que não tiveram oportunidade de conhecer a doutrina ou que, por circunstâncias diversas, não puderam esclarecê-la, o que seria manifestamente injusto. O único fator determinante da sorte futura é a prática do bem, independentemente do caminho filosófico ou religioso que a ela conduza.
Kardec pondera que o conhecimento espírita oferece vantagens práticas: esclarece sobre a realidade futura, fortalece a paciência diante das provas e orienta para evitar atos prejudiciais ao progresso. Funciona como apoio e orientação, mas jamais como condição exclusiva de salvação. O bem praticado conserva seu valor intrínseco qualquer que seja a crença de quem o realiza.