As provas futuras que ainda restam para completar a purificação causam penosa apreensão apenas à alma que permanece maculada — por isso ela não pode gozar felicidade perfeita enquanto não estiver completamente pura. Para a alma que já se elevou significativamente, pensar nas provas vindouras não traz angústia; ela as contempla com serenidade, sabendo que são degraus necessários.
Kardec complementa: a alma que alcançou certo grau de pureza já experimenta felicidade genuína, um sentimento de grata satisfação por tudo que vê e a cerca. Levanta-se progressivamente o véu que encobria os mistérios da Criação, e as perfeições divinas aparecem em esplendor crescente. A felicidade não é prêmio final reservado apenas aos perfeitos, mas experiência gradual que se intensifica a cada passo da evolução.