Todas as doutrinas pretendem ser expressão única da verdade, mas existe critério seguro para identificar qual merece genuinamente esse título: será aquela que produzir mais homens de bem e menos hipócritas, isto é, a que promover mais eficazmente a prática da lei de amor e caridade em sua maior pureza e mais ampla aplicação. O critério de verdade doutrinária é essencialmente prático, não teórico — importa menos o que a doutrina afirma e mais os frutos morais que produz na vida concreta de seus adeptos.
O sinal negativo é igualmente claro: toda doutrina que tiver por efeito semear a desunião entre os seres humanos e estabelecer linhas de separação entre os filhos de Deus não pode deixar de ser falsa e perniciosa, independentemente das verdades parciais que possa conter. A verdade genuína une; a falsidade divide. A doutrina verdadeira aproxima os corações e promove a fraternidade universal; a falsa cria facções, alimenta ódios e justifica exclusões. Por esse critério prático — que frutos morais produz? une ou divide? promove amor ou antagonismo? — qualquer pessoa pode avaliar o valor real das doutrinas que se apresentam como depositárias da verdade.