A necessidade de destruição, presente na humanidade terrestre atual, tende a enfraquecer-se progressivamente à medida que o Espírito sobrepuja a matéria no ser humano. O horror à destruição cresce proporcionalmente ao desenvolvimento intelectual e moral — quanto mais evoluído o indivíduo ou a coletividade, maior a repugnância instintiva em destruir, seja vidas, seja coisas, seja relações.
Este princípio oferece critério objetivo para avaliar o progresso humano: povos mais evoluídos são menos destrutivos em suas práticas; indivíduos mais desenvolvidos sentem maior aversão à violência e à destruição gratuita. A diminuição da destrutividade é indicador seguro de avanço espiritual. A história da humanidade, apesar de suas guerras e violências, mostra tendência geral de crescente sensibilidade ao sofrimento alheio e crescente reprovação da crueldade. Esta tendência continuará até que a destruição desnecessária se torne impensável para a consciência humana evoluída, assim como hoje nos parecem impensáveis certas práticas aceitas por nossos antepassados.