A monogamia corresponde mais fielmente à lei natural que a poligamia. Esta última constitui legislação humana cuja superação indica avanço social. O casamento conforme os princípios divinos deve fundamentar-se no afeto genuíno entre os cônjuges; a poligamia, ao contrário, baseia-se essencialmente na sensualidade, não no amor verdadeiro.
Kardec acrescenta argumento lógico: se a poligamia fosse natural, deveria poder universalizar-se, o que a proporção numérica aproximadamente igual entre os sexos torna materialmente impossível. Deve ser considerada costume particular de certas culturas, que o aperfeiçoamento social gradualmente elimina. A evolução moral da humanidade caminha para relações conjugais fundadas em afeição recíproca autêntica.