O conquistador que espalha calamidades movido apenas por ambição pessoal é, na maioria das vezes, instrumento inconsciente dos desígnios divinos. As guerras e destruições que provoca, por mais terríveis que sejam, podem servir para acelerar o progresso de povos que de outra forma permaneceriam estagnados. O sofrimento coletivo, embora doloroso, pode funcionar como catalisador de transformações necessárias.
Isso não significa que o conquistador seja absolvido de suas motivações egoístas — ele responderá por suas intenções. Mas a Providência tem a capacidade de extrair bem do mal, de utilizar até mesmo a ambição destrutiva para fins que transcendem a compreensão do próprio agente. A história mostra repetidamente como invasões e conflitos, apesar de seu horror imediato, resultaram em fusões culturais, quebra de isolamentos nocivos e impulsos de renovação que de outra forma não teriam ocorrido.