Não apenas os Espíritos elevados desempenham missões — a importância de cada missão corresponde às capacidades e ao grau de elevação de quem a executa. O estafeta que entrega um telegrama cumpre missão tão real quanto a do general, embora de natureza diferente.
A analogia militar democratiza o conceito de missão sem nivelá-lo. Há hierarquia de responsabilidades, mas não de dignidade: cada função é indispensável ao conjunto. O estafeta que falha compromete a estratégia tanto quanto o general que erra. Este princípio combate simultaneamente dois erros: a pretensão de quem se julga investido de missão superior, e a negligência de quem menospreza tarefas modestas julgando-as sem importância espiritual.