A pergunta levanta uma dúvida interessante: se durante o sono ou outros estados de emancipação a alma pode agir independentemente, isso significaria que vivemos duas vidas ao mesmo tempo? Uma vida através do corpo, com nossas relações visíveis e cotidianas, e outra através da alma, com relações invisíveis e desconhecidas?
Os Espíritos esclarecem que não se trata de duas existências separadas acontecendo em paralelo. O que existe são duas fases ou dois aspectos de uma mesma vida. É como a água que pode estar em estado líquido ou gasoso — continua sendo água, apenas se manifestando de formas diferentes. Da mesma maneira, quando a alma se emancipa durante o sono, ela não está vivendo uma segunda vida independente; está apenas experimentando outra dimensão da única existência que possui. Nessas ocasiões, a vida da alma ganha destaque e predomina sobre a do corpo, mas ambas pertencem à mesma pessoa, à mesma jornada existencial.