A antipatia instintiva entre duas pessoas não indica necessariamente que ambas sejam de natureza má. Dois Espíritos podem não simpatizar um com o outro simplesmente por divergência no modo de pensar, em valores ou prioridades — diferenças que nada têm a ver com maldade, apenas com estágios ou direções diferentes de desenvolvimento.
À proporção que os Espíritos se elevam moralmente, essas divergências tendem a desaparecer e a antipatia deixa de existir. Nas alturas da evolução espiritual, a diversidade de pensamento não gera repulsa porque está integrada numa compreensão mais ampla que acolhe diferentes perspectivas. A antipatia persistente é sintoma de limitação ainda não superada; sua dissolução acompanha naturalmente o progresso espiritual.