A afinidade entre dois Espíritos não é condição permanente garantida. Pode desfazer-se se um deles negligenciar seu progresso enquanto o outro avança. A estagnação de um dos parceiros cria distanciamento evolutivo que dissolve a simpatia anteriormente existente.
Kardec aproveita para desmistificar a noção de “metades eternas” ou “almas gêmeas” predestinadas. Trata-se de expressão figurada utilizada por Espíritos de compreensão limitada, que não deve ser interpretada literalmente. Não existem Espíritos criados especificamente um para o outro, fadados a reunir-se inevitavelmente após separações temporárias. A afinidade espiritual resulta de progresso similar e sintonia moral, não de predestinação criadora.