Os conhecimentos e percepções dos Espíritos não são ilimitados — nenhum Espírito, por mais elevado que seja, possui onisciência absoluta, atributo exclusivo de Deus. O saber espiritual é proporcional ao grau de aproximação da perfeição que cada um conquistou. Espíritos superiores, que muito progrediram em sua evolução, sabem muito; Espíritos inferiores permanecem mais ou menos ignorantes acerca de praticamente tudo.
Esta compreensão tem implicações práticas importantes para a avaliação das comunicações mediúnicas. Nem todo Espírito desencarnado é fonte confiável de conhecimento; muitos sabem menos que os próprios encarnados instruídos. A morte do corpo não confere sabedoria automática — apenas remove certas limitações materiais, deixando intacto o nível de conhecimento e discernimento que o Espírito já havia conquistado por seu próprio esforço. Por isso, as comunicações devem ser avaliadas criticamente quanto à sua qualidade intrínseca, não aceitas cegamente pelo simples fato de provirem do mundo espiritual. A autoridade de uma comunicação depende da elevação do Espírito que a transmite.