Chegados ao grau supremo de perfeição, os Espíritos que percorreram o caminho do mal não têm menos mérito aos olhos de Deus do que aqueles que nunca sucumbiram. A resposta é categórica: Deus olha de igual maneira para os que se transviaram e para os demais, amando a todos com o mesmo coração. Não existe discriminação divina baseada no histórico de quedas e recaídas — o que importa é o estado final alcançado.
Os que são chamados “maus” apenas sucumbiram em determinado momento de sua trajetória evolutiva. Antes disso, eram simples Espíritos como todos os outros, sem marca distintiva de origem. O passado de erros não deixa cicatriz permanente na essência espiritual nem diminui o valor da conquista final. Esta compreensão elimina qualquer noção de predestinação ou de classes espirituais irremediavelmente inferiores — todos partem do mesmo ponto e podem alcançar o mesmo destino.